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Neste sábado, 3 de outubro, o Nirvana vai receber o médico Alberto Gonzalez, em seu Espaço Cultural. Na entrevista abaixo, o especialista em alimentação viva antecipou alguns ponto que abordará na palestra.
- Como os médicos podem utilizar a alimentação saudável na prevenção e combate a doenças?
A maior parte das doenças crônicas que conhecemos como o diabetes, a hipertensão, as dislipidemias, a artrite reumatóide e a depressão são originadas de uma dieta inapropriada, centrada em alimentos industrializados. Estas doenças são benignas, embora a ciência atual nos informe que elas se comportam como doenças malignas: que não tem cura, que devemos usar remédios para sempre, que iremos morrer com esta doença ou em virtude de seu agravamento. Mas estas doenças benignas são reversíveis. O alimento funcional vivo é a opção mais simples, viável e de alta resolubilidade.
- Se alimentar bem, é mais fácil do que imaginamos?
O trabalho e o Plano de Saúde que estamos desenvolvendo viabilizam a conscientização, a logística dos alimentos, a continuidade e a incorporação dos hábitos da Cultura da Vida. Alimentar-se apropriadamente só se torna possível quando se toma consciência da Cultura da Vida.
- Como surgiu a ideia do livro "Lugar de médico é na cozinha"?
Com o objetivo inicial de ser um manual, e é exatamente isso que consegui. Um manual que está passando de mão em mão, espalhando a idéia de uma alimentação consciente para a saúde do homem e do planeta. Neste livro são introduzidos os princípios básicos da alimentação viva, seus métodos de elaboração e 88 receitas que funcionam como modelos, mas deixando claro que a iniciativa pessoal e a criatividade são os principais temperos.
- Quais são os principais objetivos do Projeto sobre alimentação viva, que o sr. desenvolve em Osasco?
Existem muitos enfoques do alimento vivo voltado para as classes média e alta. Nada contra, pois a maioria de meus pacientes de consultório pode pagar por uma consulta particular. Em Osasco estruturamos uma parceria bem definida com a Prefeitura e desenvolvemos um trabalho muito original dentro do Parque Chico Mendes, um oásis meio à aridez de uma típica cidade de periferia de São Paulo. Em seis meses atendemos a setecentas pessoas. Mas o resto eu conto no dia da palestra.
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