FRITURAS MAIS SAUDÁVEIS
30/04/2012
Além de acrescentar muitas calorias ao prato, alimentos fritos podem fazer mal a sua saúde pelo excesso de gordura insaturada. Mas se você não consegue resistir existem algumas maneiras de deixar essas frituras um pouco menos nocivas.
Durante o processo de fritura, os óleos são continuamente expostos a fatores que levam a um grande número de reações químicas. Há desde a transformação das moléculas de ácido graxo até alterações de aroma e sabor. Se o óleo for reaproveitado e permanecer horas sob altas temperaturas, pode ocorrer a formação de gorduras trans. Além disso, o aquecimento exagerado favorece a perda de ômegas, e a maioria dos tipos usados na cozinha contêm ômegas 3 e 6, gorduras do bem e essenciais para o nosso organismo, que acabam sendo desperdiçadas.
Prejudicial para a saúde a melhor opção é trocar as frituras por grelhados. No entanto, ainda são poucas as pessoas que deixaram a fritura de lado e passaram a substituí-las pelos grelhados principalmente devido à facilidade, fritar é muito mais rápido e pratico para preparar um alimento.
Para algumas pessoas é impossível deixar de consumir alimentos saborosos e irresistíveis, como por exemplo, a batata frita. No entanto, se você está realmente em busca de uma vida mais saudável é necessário reduzir a fritura no seu cardápio e acrescentar alimentos grelhados. Quer alguns motivos para que você faça esta troca sem culpa e até mesmo com maior estímulo? O primeiro fator é a gordura da fritura, a qual prejudica o nosso organismo, enquanto os grelhados oferecem apenas vantagens para o nosso organismo, como a preservação dos nutrientes do alimento e não há a absorção da gordura, algo que acontece com os alimentos fritos. Além disso, nas frituras, os alimentos já possuem certa quantidade de calorias e juntamente com o óleo, passam a ter um valor calórico extra, o que pode fazer com que os quilinhos indesejados comecem a aparecer e fazer com que os ponteiros do nível do mau colesterol comecem a subir.
Quando um alimento é colocado no óleo em certa temperatura fica desidratado perdendo nutrientes, o quê não acontece com os alimentos grelhados. Existe uma grande diversidade de alimentos para compor uma dieta mais saudável e balanceada, como por exemplo, frango e peixes, os quais devem ser cortados finos, sendo que para prepará-los, basta dar uma pincelada de óleo ou de azeite de oliva para evitar o ressecamento. Quando bem preparados, os alimentos além de se tornarem mais saudáveis e menos calóricos, também podem se tornar mais saborosos e suculentos, como é o caso da carne, sendo que para o preparo de bifes, por exemplo, é indicado pelo menos com dois centímetros de altura, pois quando muito finos podem passar do ponto e enquanto grosso, podem ficar mal passados.
No entanto, saiba que não é necessário riscar de vez a fritura de seu cardápio, principalmente as delícias que este tipo de preparo oferece, mas é indicado que você modere a ingestão de alimentos através da fritura. Desta forma, fique atento quanto à quantidade e a forma que você ingere alimentos fritos. De acordo com especialistas, as frituras podem fazer parte de nossa dieta no máximo uma vez por semana, principalmente se você deseja controlar o peso e manter a saúde
Para tentar reduzir parte desses malefícios, seguem algumas dicas:
Invista nos óleos mais saudáveis – Os óleos vegetais são unanimidade entre os nutricionistas. Eles naturalmente não tem godura saturada. O de canola possui uma das maiores quantidades de ômega 3 – ácido graxo essencial que protege os vasos sanguíneos – dentre os óleos. O de soja conta com ômega 6, assim como o óleo de milho. Já o óleo de girassol e o azeite de oliva, não aumentam o risco de problemas cardíacos quando utilizados em frituras.
Mantenha o óleo na temperatura ideal – Não basta escolher bem o óleo se durante o processo ele chegar a temperaturas altas demais. O ideal é que seja aquecido o mínimo possível e por pouco tempo.
Fuja do ponto de fumaça – Além de perder importantes nutrientes para o organismo, o óleo superaquecido traz malefícios à saúde. O calor em excesso estraga a estrutura química da molécula de gordura, produzindo uma substância potencialmente cancerígena chamada acroleína. Nesse ponto, ele libera muita fumaça e um cheiro desagradável. Além disso, o alimento fica com excessso de óleo absorvido e pode ficar com o centro cru, por ser rapidamente esquentado nas partes externas.
Saiba em qual temperatura cada óleo alcança o ponto de fumaça:
Óleo de girassol e soja: 227 a 232º C
Óleo de canola: 224 a 230º C
Óleo de milho: 204 a 231º C
Azeite de oliva: 210 a 238º C
Nunca reutilize o óleo – Quanto mais reutilizado, menos o óleo suportará altas temperaturas, chegando mais facilmente ao ponto de fumaça. As gorduras presentes nele se tornarão cada vez mais saturadas, ou seja, mais prejudiciais à saúde do seu coração. A reutilização do óleo também leva à maior produção de acroleína.
Use a frigideira certa – Até mesmo o recipiente utilizado para a fritura influencia na qualidade. A frigideira deve ser de materiais resistentes e quimicamente inertes, ou seja, que não contaminem os alimentos ou facilitem a oxidação do óleo. Entre as frigideiras de materiais voláteis e que precisam de atenção, estão aquelas feitas de cobre ou ferro. Segundo a Anvisa, esses recipientes devem ser descartados quando ficam danificados – ou seja, riscados, amassados ou descascados.
Frite poucas unidades ao mesmo tempo – Quando colocamos uma grande quantidade de alimentos na frigideira, a temperatura do óleo diminui. Essa queda de temperatura faz com que o alimento fique mais encharcado. Para evitar que isso aconteça, frite poucas unidades ao mesmo tempo.
Corte os alimentos em pedaços maiores – Quando cortamos um alimento em pedacinhos bem pequenos, ele fica mais crocante depois da fritura, mas isso só acontece porque ele absorveu ainda mais óleo. Quanto mais grosso você cortar, menos gordura ele irá absorver.
Seque o alimento – Depois da fritura, os nutricionistas aconselham que o alimento seja colocado em um papel toalha, para absorver o excesso de óleo.
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